
Muitas vezes, o professor pedagogo tem insegurança, dúvidas e uma sensação de que a matemática é um conteúdo difícil de tornar significativo.
Ora, ensinar matemática nos anos iniciais realmente não é uma tarefa simples.
Muitos alunos aprendem apenas a repetir procedimentos, mas têm dificuldade em compreender o que estão fazendo e, principalmente, o porquê fazer daquele jeito!
Mas, o ensino de matemática nem sempre exige fórmulas prontas ou aulas complexas.
A BNCC diz que devemos desenvolver no aluno a capacidade de:
- pensar matematicamente
- resolver problemas
- argumentar
- criar estratégias
- comunicar ideias matemáticas
Alguns caminhos possíveis para isso são:
Ou seja, o aluno deve pensar, não apenas aplicar regras.
Partir de situações do cotidiano
Ensinar a partir de compras, jogos, organização de objetos, deixa a matemática menos abstrata.
Valorizar o modo de pensar do aluno
Ouvir como o aluno chegou a uma resposta, mesmo incorreta, permite compreender o raciocínio e intervir de forma mais significativa.
Utilizar diferentes representações
Não fique apenas em fórmulas: utilize canudos, canetinhas, tampinhas, cartolinas. Dessa forma, o aluno constroi o conceito antes de formalizá-lo.
Dê espaço para explicação e diálogo
Se passar em cada aluno fica muito puxado, forme duplas ou trios e permita que eles expliquem o que fizeram.
Isso favorece a construção do pensamento matemático.
Enfim… Ensinar matemática nos anos iniciais é um processo construído no dia a dia, a partir da escuta atenta, do respeito ao ritmo dos alunos e da escolha consciente das estratégias de ensino.
Não se trata de abandonar conteúdos ou métodos, mas de olhar para a aprendizagem como um caminho, e não apenas como um resultado final.
Quando o aluno é incentivado a pensar, explicar e criar estratégias, a matemática deixa de ser apenas um conjunto de regras e passa a fazer parte da sua compreensão de mundo. Assim, ele não a enxerga apenas como uma matéria difícil, mas que consegue construir com ela.
E nesse sentido, você tem um papel fundamental como mediador, provocando essas reflexões, organizando ideias e apoiando a construção do conhecimento!